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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Amor Amigo...


... O amor amigo é aquele que se coloca ao lado e em companhia do outro, sem lhe tolher a liberdade. O amor livre é aquele que liberta para a vida plena e feliz.
O amor amigo nunca precisa ter que perdoar. Quem ama não se magoa, não fica com raiva de quem o agrediu, por não se sentir ofendido.
Muitas vezes o amor entre duas pessoas se transforma em amizade provocando, não raro, a separação. O que houve? Não seria esse o objetivo da união? Muitas vezes, o melhor caminho é o da motivação consciente, que adiciona novos elementos à relação, para a felicidade do casal.
O amor amigo não anula o outro, pois se preocupa com o crescimento e fortalecimento da personalidade do parceiro. Muitos casais perdem o interesse pela relação em função da competição que se instala entre os parceiros, pela ausência de solidariedade.
O amor amigo é fraterno, divide os problemas, mesmo que não sejam comuns ao casal, é companheiro e auxilia o outro na solução dos conflitos íntimos como se fossem os seus.
O amor amigo eleva o espírito, não necessitando, muitas vezes, da união carnal para ocorrer o verdadeiro encontro entre os pares...
... O amor, exige cumplicidade na medida em que esta promove a interação entre o casal, cuja exclusividade e privacidade são garantidas. É nessa cumplicidade equilibrada que se mantém a amizade do casal...
... Se você quer ser feliz, ame antes de ser amado. O que queremos para o outro é o que recebemos da Vida. O pensamento daquele que nos ama, é que nos auxilia e nos ajuda em circunstâncias que não imaginamos possam acontecer...
... O amor amigo não exige retorno do outro. Dedica-se por livre iniciativa e opção de servir. Quem ama jamais deixará de fazê-lo. O amor perdoa sempre por não se sentir ferido...
... Não deixe que uma relação com alguém termine na inimizade. Quando assim ocorre, geralmente surge uma sensação de insucesso e insegurança quanto a uma possível relação futura.

Adenáuer Novaes

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O autor é graduado em engenharia civil, filosofia e psicologia. Pós graduado em Psicologia Junguiana, ministra cursos nessa área. Espírita, é hoje um dos diretores da Fundação Lar Harmonia, instituição filantrópica, em Salvador BA. Escreveu vários livros sobre psicologia e sobre espiritismo, entre eles Psicologia e Universo Quântico e Amor Sempre, do qual foi retirado o trecho aqui publicado.


Lygia


sexta-feira, 11 de junho de 2010

Amor... Vida... Entrega...


Como sempre frisei, aqui falamos de amor e nada mais apropriado para a época, considerando o Dia dos Namorados, e por que não, de Santo Antonio Casamenteiro???? rsrsrs
Pensando nisso, lembrei-me dessa história simples mas que fala de um amor profundo e verdadeiro de um príncipe por sua princesa.... Resolvi contar prá vocês. Vale como reflexão.
A quem tem um namorado, seja ele recente ou companheiro de uma vida, ame sempre, sem esperar nada em troca. Ame muito. Doe-se ao seu amor...
A quem não tem, ame-se, apaixone-se por você e seja feliz!
Vamos ao nosso Príncipe...

O grande rei dos persas, Ciro, durante uma de suas campanhas guerreiras, dominou o exército da Líbia e aprisionou um príncipe. Levado à presença do conquistador ajoelhou-se perante ele o príncipe, e assim também os seus filhos e sua esposa.
Os soldados vencedores, os generais da batalha, ministros e toda uma corte se juntou para tomar conhecimento da sentença real. O rei persa coçou o queixo, olhou longamente para aquela família à sua frente, à espera de sua decisão e perguntou ao nobre pai de família:
-Se eu te disser que te concederei a liberdade, o que poderias me oferecer em troca? Rapidamente respondeu o prisioneiro:
-Metade do meu reino.
Ciro continuou, paciente, a interrogar:
-E se eu te oferecer a liberdade dos teus filhos, que me darás?
Ainda rápido, tornou a responder:
-A outra metade do meu reino.
Calmo, o conquistador lançou a terceira pergunta:
-E o que me darás, então, em troca da vida de tua esposa?
O príncipe sentiu o coração pulsar rapidamente no peito, parecendo arrebentar a musculatura. O sangue lhe subiu ao rosto, as pernas fraquejaram. Reconhecia que, no anseio da liberdade dos seus, tinha oferecido tudo, sem se recordar da companheira de tantos anos, sua esposa e mãe dos seus filhos. Foi só um momento mas, para todos, pareceu uma eternidade. Um sussurro crescente tomou conta do ambiente, pois cada qual ficou a imaginar o que faria agora o vencido. Após aquele momento fugaz, ele tornou a erguer a cabeça e com voz firme, clara, que ressoou em todo o salão, disse:
-Alteza, entrego a mim mesmo pela liberdade de minha esposa.
O grande rei ficou surpreso com a resposta e decidiu conceder a liberdade para toda a família.
De retorno para casa, o príncipe tomou da mão da esposa, beijou-a com carinho e lhe perguntou se ela havia observado como era serena e altiva a fisionomia do monarca persa.
-Não, disse ela. Não observei. Durante todo o tempo os meus olhos ficaram fixos naquele que estava disposto a dar a sua própria vida pela minha liberdade.

Para quem ama, não há limites na doação. Quando dois seres se amam verdadeiramente eles mesmos um ao outro sustentam, na jornada dos dissabores e das lutas. O amor , é um exercício que requer respeito, paciência e dedicação. Solidifica-se através dos anos. E tanto mais se aprofunda quanto mais intensas se fazem as lutas e as conquistas de vitórias. Para os que se amam profundamente não há lutas impossíveis, não existem batalhas que não possam ser vencidas.
Em todos os departamentos do Universo existe a mensagem do amor, que é o estágio mais elevado do sentimento.
O homem somente atinge a plenitude quando ama. Enquanto procura ser amado, sofre infância emocional. Por isso, o importante é amar, mesmo que não se receba a recíproca do ser amado. O que é essencial é amar, sem solicitação.

(Redação do Momento Espírita com base no conto Olhando só para ele, do livro Lendas do Céu e da Terra, de Malba Tahan, ed. Record e pensamentos finais do cap. 2 do livro Convites da vida, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal. )


Com a licença de todos, tomo essa história como uma homenagem ao meu amor/amigo, por quem, sem titubear, daria minha vida. Amo você...

Lygia

segunda-feira, 22 de junho de 2009

O Renascer da Alma


Ela era uma menina de classe média, quando a classe média ainda existia... Filha única, seus pais sempre se preocuparam em lhe oferecer uma boa educação. Estudava nos melhores colégios, tocava piano, dançava... Tudo o que uma menina de boa família tinha direito na época.
Aos 18 anos o diploma de magistério. Orgulho de todos. O trabalho, mesmo sem precisar. Ela não gostava de depender dos pais.
Era bonita, vestia-se bem, era vaidosa, apesar de gordinha. Querida por todos, tinha muitos amigos, namorados não faltavam. Uma família unida, amorosa, estavam sempre juntos.
Uma noite, quando em visita aos avós no interior, conheceu um rapaz. Lindo, simpático, falante. Amor à primeira vista? Literalmente, pois antes mesmo de conversarem ela disse às amigas.
–“Eu vou me casar com aquele moço!”
Quatro meses depois ficaram noivos, mais cinco e se casaram. Casaram?
Foram nove meses muito atribulados. Uma "gestação" de alto risco.
Aquele rapaz bonito não trabalhava, era agressivo e a dominava completamente. E numa noite, depois de (mais) uma briga e de desmanchado o noivado, o moço irrompeu na festa de casamento da melhor amiga dela vestindo bermudas e chinelos e a levou embora. Depois de muita conversa, disse a ela que se não ficasse com ele naquele momento, não o veria nunca mais. Não havia nenhuma necessidade disso, pois apesar da família ser contra, respeitava a decisão da filha. Mas ela sempre cedia às chantagens e ficou.
Os pais, os amigos, todos tentaram demovê-la daquela loucura, mas em vão. Ela abandonou tudo. A família, o conforto, os amigos para se dedicar àquele que pensava amar. Um ano depois, o primeiro filho, dois anos e veio o segundo. Quando soube que ia ser pai pela primeira vez, alguma coisa começou a mudar. Parecia que não tinha gostado muito da idéia, sua agressividade aumentou. O segundo? Disse que não era dele. Separaram-se...
Ela voltou a trabalhar, estava refazendo sua vida, seis meses se passaram e ele não a deixou em paz, até que novamente cedeu a seus apelos amorosos. E novamente ela deixou tudo para traz. A família e os amigos que tanto a apoiaram. E se foi com ele e agora com dois filhos de dois e um ano. E agora para longe. Inevitável uma nova gravidez. Desta vez veio a mais linda menina do mundo. Moravam os cinco numa casinha de três cômodos. Sem piso e sem vidro nas janelas. E ela nunca reclamou. Nessa altura, já nem de longe lembrava aquela menina de antes. Lavava roupas no tanque. Quantas fraldas! E ele, finalmente arrumou um emprego! Trabalhava como vendedor. Viajava a maior parte do tempo e ela criava sozinha seus três filhos. Três bebês.
Seriam quatro no ano seguinte, quando ele trouxe uma notícia que a feriu quase que mortalmente. Quase não, feriu sim mortalmente porque só o físico ficou. A alma não quis mais viver. Ele tinha tido um filho com outra mulher. Depois de tudo, ele a havia traído sem remorsos.
A partir daí, ela sofreu todo tipo de agressões. Físicas, morais. Não mais se abalava, parecia que não era ela quem estava ali. Passava por tudo aquilo impassível. Sempre machucada, olho roxo, boca cortada, cicatrizes por todo corpo... e no coração. Na pior delas, ele derramou sobre ela um litro de álcool e riscou o isqueiro. Hospital, três meses, quase quatro. Quase a morte. Mais cicatrizes, mais dores. Mesmo assim, ela continuou ali, até que ele trouxe a “outra” e o filho para perto e foi morar com eles. Ainda depois disso, as agressões continuaram até que seu filho mais velho, agora com doze anos pediu socorro. Gritou para que ela fizesse alguma coisa. Por ele, pediu ajuda e acabou livrando-se daquele jugo. O apoio da família. Mais uma vez o trabalho. As coisas agora já não eram tão fáceis, mas precisava ir em frente, tinha seus filhos, seu motivo para continuar.
Muitos anos se passaram. Ela não mais o viu. Com dificuldade se refez. Concentrou-se na criação dos filhos, esqueceu da mulher. Da mulher que apesar do tempo e das cicatrizes ainda tinha sua beleza.
O tempo passou, os filhos cresceram e ela de repente, sem aviso, encontrou o amor. Não o viu nem ouviu, mas reconheceu de pronto seu amor de todas as vidas. A princípio, sentiu algo diferente... Não queria, não acreditava... Mas com o tempo, aquele sentimento foi se enraizando. Enfim, um olhar... Aquele olhar lhe deu a certeza de que sua alma voltaria a viver. Uma dificuldade imensa em crer, em confiar, mas não pode resistir. Um amor complicado, como tudo até hoje, mas desta vez com toda a certeza, o grande amor da sua vida.
Os anjos disseram amém...

Lygia

domingo, 7 de junho de 2009

SOBRE O AMOR, ROSAS E ESPINHOS...


Tenho uma opinião sobre o verdadeiro amor um pouco diferente da maioria das pessoas. Acredito que amor não combina com orgulho, egoísmo, egocentrismo.
Amor é desprendimento, doação, perdão.
Não existe nada que possa acabar ou diminuir um amor de verdade. Tempo, distância, diferenças, nada... Algumas pessoas me dizem que isso é ser submissa. Aceitar tudo o que o outro apresenta é falta de “amor próprio”. Mas como posso me amar se não me entregar plenamente àquele que é o dono desse meu amor? Para mim, só assim pode ser vivido esse sublime sentimento. E é assim que eu amo. Não sem dor, mas como diz o texto do Padre Fabio, quem deseja a flor precisa aceitar os espinhos. Tudo vale a pena...

Lygia
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Amor que é amor dura a vida inteira. Se não durou é porque nunca foi amor. O amor resiste à distância, ao silêncio das separações e até às traições. Sem perdão não há amor. Diga-me quem você mais perdoou na vida, e eu então saberei dizer quem você mais amou. O amor é equação onde prevalece a multiplicação do perdão. Você o percebe no momento em que o outro fez tudo errado, e mesmo assim você olha nos olhos dele e diz: "Mesmo fazendo tudo errado eu não sei viver sem você. Eu não posso ser nem a metade do que sou se você não estiver por perto." O amor nos possibilita enxergar lugares do nosso coração que sozinhos jamais poderíamos enxergar. O poeta soube traduzir bem quando disse: "Se eu não te amasse tanto assim, talvez perdesse os sonhos dentro de mim e vivesse na escuridão. Se eu não te amasse tanto assim talvez não visse flores por onde eu vi, dentro do meu coração!" Bonito isso. Enxergar sonhos que antes eu não saberia ver sozinho. Enxergar só porque o outro me emprestou os olhos, socorreu-me em minha cegueira. Eu possuía e não sabia. O outro me apontou, me deu a chave, me entregou a senha...
...Os jardineiros sabem disso. Amam as flores e por isso cuidam de cada detalhe, porque sabem que não há amor fora da experiência do cuidado. A cada dia, o jardineiro perdoa as suas roseiras. Sabe identificar que a ausência de flores não significa a morte absoluta, mas o repouso do preparo. Quem não souber viver o silêncio da preparação não terá o que florir depois... Precisamos aprender isso. Olhar para aquele que nos magoou, e descobrir que as roseiras não dão flores fora do tempo, nem tampouco fora do cultivo. Se não há flores, talvez seja porque ainda não tenha chegado a hora de florir. Cada roseira tem seu estatuto, suas regras... Se não há flores, talvez seja porque até então ninguém tenha dado a atenção necessária para o cultivo daquela roseira. A vida requer cuidado. Os amores também. Flores e espinhos são belezas que se dão juntas. Não queira uma só. Elas não sabem viver sozinhas... Quem quiser levar a rosa para sua vida, terá que saber que com ela vão inúmeros espinhos. Mas não se preocupe. A beleza da rosa vale o incômodo dos espinhos...

quarta-feira, 6 de maio de 2009

AINDA O AMOR...


Muito se ouve falar a respeito do amor. Os jovens sonham com sua chegada, idealizando alegrias, romantismo, felicidade...
Alguns o confundem com as paixões violentas e degradantes. Em nome dessa paixão, mentem, magoam, agridem, se desiludem e dizem que o amor acaba. Entretanto, o amor já foi definido como o mais sublime dos sentimentos. É tranquilo e traz paz a quem o vive plenamente. Não é produto de momentos, mas construção trabalhosa e paciente de dias que se multiplicam na escalada do tempo.
O famoso escritor inglês Charles Dickens conta uma história muito conhecida, porém lindíssima, de dois recém-casados que viviam modestamente.
Dividiam as dificuldades e sustentavam-se na afeição pura e profunda que devotavam um ao outro. Não possuíam senão o indispensável, mas cada um era portador de uma herança particular.
O jovem recebera da família um relógio de bolso, que guardava com muito carinho e cuidado. Na verdade não podia usá-lo por não ter uma corrente apropriada.
A esposa recebeu da própria natureza uma herança maravilhosa: lindos cabelos. Cabelos longos, sedosos, que encantavam.
Mantinha-os sempre soltos, embora seu desejo fosse comprar um grande e lindo pente que vira em uma vitrine, em certa ocasião, para prendê-los no alto da cabeça, deixando que as mechas, caíssem até os ombros.
Passava o tempo e os dois sonhavam com esses desejos, sem ousar dizer ao outro, porque o dinheiro que entrava era todo direcionado para as necessidades básicas.
Numa noite de Natal, estando os dois frente a frente, cada um estendeu ao outro, quase que ao mesmo tempo, um delicado embrulho.
Ela insistiu e ele abriu o seu primeiro. Um estranho sorriso surgiu nos lábios do jovem. A esposa acabara de lhe dar a corrente para o relógio.
Segurando aquela preciosidade entre os dedos, foi a vez de ele pedir a ela que abrisse o pacote que ele lhe dera.
Trêmula e emocionada, a esposa logo teve em suas mãos o enorme pente para prender os seus cabelos, enquanto lágrimas lhe rolavam pela face.
Olharam-se e, profundamente emocionados descobriram que ele havia vendido o relógio para comprar o pente e ela, os cabelos, para comprar a corrente do relógio.
Diante da surpresa, deram-se conta do quanto se amavam. Nenhum dos dois pensou em si próprio, mas sim na felicidade do outro.

O amor não é somente um meio, é o fim essencial da vida.
Toda expressão de afeto nos permite a renovação do entusiasmo, da qualidade de vida, de metas felizes em relação ao futuro.
O amor tem a capacidade de estimular o organismo e de oferecer reações imunológicas, que trazem resistência para as células, que assim combatem as enfermidades invasoras.
O amor renova as energias esgotadas e é essencial para a preservação da vida.
Por isso, ninguém consegue viver sem amor, puro, verdadeiro, seja qual for sua forma ou sua intensidade.
Lygia

Texto baseado no conto de Charles Dickens e no livro Momentos Enriquecedores de Divaldo Franco.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

NÃO É PROIBIDO

Um dia, depois de ter ouvido muitas vezes que devia ter um blog , disse ao Jô (Joeldo Holanda):
- Imagine, nem sei mexer nesse negócio. Não tenho a menor idéia de como fazer isso!
Ao que ele me respondeu rindo:
- Vá ao alto da página e clique em “Criar um Blog”. Siga as instruções e pronto está feito!
Depois disso ainda relutei muito. Um dia, sem nada pra fazer (difícil isso!) pensei... Vou tentar.
Vou falar do meu amor, de outros amores, sei lá, qualquer coisa, mas que seja de amor.
Eu nem podia imaginar quanto amor iria encontrar por aqui. Quantos amigos, quanto carinho, a oportunidade de ajudar as pessoas, de apoiar alguém quando está caidinho...
E como é gostoso receber os amigos! Como disse à Angel, alguns se tornam tão presentes que temos a impressão de estar ao redor da mesa da cozinha com um belo pedaço de bolo e uma xícara de café feito na hora. Huuuuuuummm... Uma enorme rede de amor.
Anjos então!!!! Tem muitos! Anjos educadores, anjos poetas, anjos da saúde, anjos intelectuais e filósofos. Todos tão queridos...
Descobri que além de escrever e ler coisas lindas podemos dar e receber presentes, flores... Ganhei alguns lindos e até um feito pra mim!
Esta semana foi especial. Tivemos a Ester e a Angel como finalistas de dois concursos. Vitoriosas, é claro! Tivemos a oportunidade de divulgar os trabalhos e ajudar à amiga “Cristal” com o amor imenso por seu filho especial. Além disso, tivemos também o aniversário da Ester, com direito a bolo, balões e tudo. Então, ontem, ouvindo essa música pensei em fazer uma festa! Pra comemorar as vitórias das nossas amigas, o aniversário da Ester e todo esse amor que ganhamos aqui. Nossa nutricionista de plantão e aquelas que estão em RA permanente que me perdoem, mas uma extravaganciazinha de vez em quando “PODE”!!!!! rsrsrsrsr. Nesta festa nada é proibido.
Parabéns e obrigada por tudo! Ah a letra está aí, para que todos cantem e dancem muito!
Lygia


NÃO É PROIBIDO
(Marisa Monte/Dadi/Seu Jorge)
Jujuba, bananada, pipoca,
Cocada, queijadinha, sorvete,
Chiclete, sundae de chocolate
Paçoca, mariola, quindim,
Frumelo, doce de abóbora com coco,
Bala juquinha, algodão doce, manjar
Venha pra cá, venha comigo,
A hora é pra já, não é proibido,
Vou te contar, tá divertido,
Pode chegar
Uh, uh, uh
Vai ser nesse fim de semana,
Manda um e-mail para a Joana vir
Uh, uh, uh
Não precisa bancar bacana,
Fala para o Peixoto chegar aí
Traz todo mundo,
Tá liberado,
É so chegar
Traz toda gente,
Tá convidado,
É pra dançar
Toda tristeza,
Deixa lá fora,
Chega pra cá

quarta-feira, 8 de abril de 2009

FELICIDADE


Se alguém lhe fizesse a seguinte pergunta: O que lhe faz feliz?

Qual seria a sua resposta?

Desde as épocas mais remotas, o homem sempre se destacou pelo seu poder de imaginação, pela sua criatividade. E através dela, seus inventos ganharam a “história”. A descoberta do fogo, a invenção da roda, o aprimoramento das armas. E tudo se transformou, e se melhorou até os dias atuais. Conforme a Astronomia, o “mundo” teria nascido há mais ou menos 15 bilhões de anos, através de um evento conhecido como Big Bang, ou seja, segundo alguns estudiosos o que chamamos de Universo teria surgido através de uma grande explosão. Mesmo que os cálculos desses pesquisadores estejam de acordo, esse instante fixado no calendário cósmico nos ajuda apenas a entender a evolução do Cosmos até hoje. Mas não nos ajuda em nada, a resolver perguntas importantes como: De onde surgiu tudo isso? Se houve realmente uma grande explosão quem apertou o detonador? Seria Deus mais um invento?
Deus está presente em nossos pensamentos, mas na verdade, o usamos para responder a essas e outras tantas perguntas sem respostas. Para algumas pessoas, Deus não passa de uma ideia. Ideia essa aliás, muito distante das preocupações do seu dia a dia como comer, beber, dormir, vestir e reproduzir. Para estas pessoas tanto faz, elas nem creem e nem tampouco descreem em Deus. Apenas expressam uma espécie de crença cultural, ou seja, se todos creem também vou crer. Assim, procuram o templo religioso nos finais de semana apenas para cumprir a sua obrigação social. Mas quando há um infortúnio, como as perdas ou as decepções, mudam radicalmente suas atitudes. A crença Psicológica busca Deus para sanar as questões imediatas. Deus torna-se apenas um amuleto para dar conta das sensações de abandono. Sim, porque a falta de dinheiro, as decepções amorosas e as dificuldades do dia a dia, nos deixam com esta sensação. E quando as pessoas se perdem em suas crenças, elas se prendem a rituais e a outros talismãs. Esquecem os ensinamentos de Jesus e agarram-se às ferraduras da sorte. Atribuem mesmo à sorte, todo o sucesso que poderiam alcançar. Dizem acreditar em Jesus, em Deus, mas para garantir não deixam de carregar um pezinho de coelho, na porta da casa há sempre vasos de “comigo ninguém pode”, para espantar os “maus espíritos” (imagine só, se um espírito ruim iria se importar com uma planta!), tomam banhos de sal grosso, acendem incensos para purificar o ambiente (como se uma oração não bastasse), jogam imagens quebradas de santos nos cruzeiros, emporcalhando a cidade. De gato preto? Passam bem longe! Pela escada aberta não se arriscam! Não saem de casa sem consultar o horóscopo e recompõem as energias com uma pirâmide de cristal. É certo que cada um tem o direito de crer e agir como quiser. Nessas questões o certo e o errado não existem. Porém algumas pessoas creem em Deus, de uma forma frágil, como um castelo de areia na beira do mar, onde qualquer onda pode derrubá-lo. É mais fácil agarrar-se às coisas da terra, do que às coisas do “céu”. Precisamos abandonar a nossa insistência de construir tesouros físicos, terrenos e nos aprimorar na construção de tesouros morais. Bens supérfluos, riquezas improdutivas, a posse egoísta, a falta de desprendimento e as atitudes puramente materialistas, não são tesouros de verdade. Definitivamente estes não são os tesouros que devemos cultivar, porque estas “máscaras” o tempo transforma inevitavelmente. Por outro lado, não basta apenas viver da fé, acreditando ser esta suficiente para prover as nossas necessidades de comer, beber, vestir, etc. Lógico que ela nos auxilia e nos anima, ajudando-nos a encontrar os meios de atingir os nossos objetivos. Mas é fundamental a disposição para o trabalho e empenho na busca daquilo que precisamos.

...“Fé sem obras é como lampião sem lume, a fé se materializa através do trabalho edificante”...

A providência divina, sempre nos dota daquilo que precisamos, nos inspirando, nos iluminando o caminho, concedendo-nos a inteligência e a saúde. É preciso que nos abasteçamos de tesouros como a paciência, o desapego, o respeito. De lucidez, coragem, de muito conhecimento, de compaixão, criatividade, de generosidade e alegria, todos os dias, todas as horas, todos os minutos, sempre. Assim, passaremos da Crença Psicológica, para a Crença Filosófica, que nos permite compreender de forma racional, o porquê das coisas e não apenas desejarmos o consolo dos males que passamos. É necessário que optemos sempre pelo sorriso. Se você ainda está preso aos rituais e amuletos, pare por alguns instantes e reflita. Quando o homem adquire tudo o que poderia comprar, ele perde o incentivo, a sua vida perde o sentido. Devemos aprender a simplificar a vida, sonhar com as coisas sim, mas não sermos escravos delas. Afinal, a suprema felicidade consiste numa satisfação íntima. Cada um tira de si mesmo, o princípio de sua felicidade ou de sua adversidade. Em qualquer aspecto da vida, procuremos encontrar as emoções escondidas dentro de nós mesmos, prendendo-nos apenas no amor, pois ele é fonte inesgotável de felicidade.

Lygia


(Texto inspirado na obra “Transcender” de Plínio Oliveira)

domingo, 5 de abril de 2009

ANJO


Hoje eu acordei mais cedo
Fiquei te olhando dormir
Imaginei algum suposto medo
Para que tão logo pudesse te cobrir.
Tenho cuidado de você todo esse tempo,
Você está sob meu abraço e minha proteção.
Tenho visto você errar e crescer, amar e voar,
Você sabe onde pousar.
Ao acordar, já terei partido,
Ficarei de longe escondida,
Mas sempre perto, decerto,
como se eu fosse humana, viva
Vivendo prá te cuidar, te proteger,
Sem você me ver,
Sem saber quem sou.
Se sou Anjo
Ou se sou seu amor...

(Saulo Fernandes)